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Sustainability in operation – Panorama Magazine

Sustentabilidade na operação

Panorama, edição 25, dezembro de 2011 – publicação Jones Lang LaSalle

Edifícios administrados pela Jones Lang LaSalle obtêm certificação pioneira no Brasil

A Jones Lang LaSalle comemora uma conquista inédita em seu portfólio: os edifícios sob sua gestão, Padauiri e Demini, que fazem parte do Centro Administrativo Rio Negro em Alphaville, foram contemplados com a certificação LEED®for Existing Buildings: Operation & Maintenance (EB:O&M), na categoria Silver – Multiple Buildings, concedida pelo United States Green Building Council (USGBC).

O certificado, primeiro do tipo concedido a um empreendimento brasileiro, avalia e reconhece soluções e tecnologias sustentáveis adotadas no processo de operação emanutenção de empreendimentos já existentes, com o objetivo de reduzir os impactos causados no meio ambiente. O projeto teve início em outubro de 2010 e passou por fases como o período de performance, de dezembro de 2010 a fevereiro de 2011, e esclarecimentos ao USGBC.

Para Wagner Oliveira, coordenador do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), que prestou consultoria emsustentabilidade no projeto, uma das dificuldades foi interpretar as normas do USGBC. “Tivemos que identificar processos e criar documentos. Como não havia referências no Brasil, fizemos contatos nos Estados Unidos com quem já passou pelo processo de certificação”, diz.

Guido Sonnino, gerente de infraestrutura da Jones Lang LaSalle responsável pela dministração dos prédios, ressalta que foi necessário o envolvimento e o desenvolvimento de fornecedores para que as adequações ocorressem. “Convidamos os fornecedores a serem mais responsáveis. Foi um processo muito positivo para todos os envolvidos, pois promovemos uma evolução do mercado”, afirma.

Parceria

Sonnino acredita que com o engajamento da São Carlos Empreendimentos e Participações, proprietária dos edifícios, da Jones Lang LaSalle e do CTE, foi possível adotar novas tecnologias e criar processos nos edifícios. “É algo difícil de se fazer, pois afeta diretamente o dia a dia das pessoas. Mas, depois de implementadas, as iniciativas trazem benefícios para os ocupantes. Um prédio mais saudável proporciona maior conforto, melhora a saúde e a produtividade quem está no ambiente”, afirma.

As ações incluíram projetos de eficiência energética; mudanças no processo de limpeza; implantação de reciclagem de bitucas de cigarro, toners, lâmpadas, pilhas e baterias; novo sistema de poda; controle de enxurradas e redução da erosão; análise dos produtos de limpeza e de controle de pragas para a adoção de produtos menos nocivos à saúde e ao ambiente; adoção da carona corporativa para minimização do impacto dos transportes, entre outros. Além disso, o complexo já foi concebido com alguns diferenciais de sustentabilidade, como sistema de captação de água de chuva, o que favorece também a gestão eficiente da água.

Na ponta do lápis

Os resultados são consumo de energia 41% menor em relação à média nacional de prédios similares existentes, com base no Energy Use Index (EUI); 20% de redução no consumo de energia das áreas comuns em comparação com o mesmo período de 2010, diminuição de 35% no consumo total de água utilizado nas torres de resfriamento e 100% de economia de água potável para irrigação.

Brunno Freitas, coordenador do projeto pela São Carlos, conta que a maioria das adequações foram feitas visando a eficiência dos prédios. “O pioneirismo tem seu custo, mas o retorno foi mais rápido do que esperávamos – cerca de nove meses. Além disso, a gestão implantada pela certificação continuará a trazer novas economias gradualmente”, conta. As ações refletem no custo para o condômino e a economia na operação chega a uma mensalidade de condomínio por ano, segundo a administração.

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